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Tudo em uma página: por que é necessário, por que é mais eficiente que a mamografia, quanto custa começar e por que escala quase sozinho.

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670 mil mulheres morrem de câncer de mama todos os anos no mundo, 21 mil no Brasil, porque o câncer as encontra antes de elas encontrarem o câncer. Quatro em cada dez brasileiras recebem o diagnóstico em estágio III ou IV, quando tratar custa cinco vezes mais e salva três vezes menos. Isso não acontece por falta de ciência. Acontece porque o único rastreio que existe, a mamografia, exige o que o país não tem distribuído: mamógrafos, radiologistas e estradas. 77% dos municípios não têm o aparelho; o SUS alcança 22% das mulheres de 50 a 69 e nunca chegou à meta de 70%; abaixo dos 50, onde aparecem 44% dos casos, a mamografia perde sensibilidade e a mulher simplesmente não é rastreada.

O RosalindTest é um exame de sangue que rastreia câncer de mama por um sinal molecular, com 90,7% de sensibilidade e 96,5% de especificidade, validado em cerca de 2.000 mulheres e publicado na Nature Scientific Reports. Nasceu de dez anos de pesquisa na Faculdade de Medicina do ABC e é operado pela LiqSci, que já realizou a primeira comercialização. A coleta acontece onde a mulher está: posto de saúde, empresa, casa, barco. A amostra viaja em temperatura ambiente até um laboratório central, onde uma máquina processa 8 mil exames por mês em 50 m², e 25 a 30 mil com equipamento maior. Não depende de densidade mamária nem de idade: serve a qualquer mulher a partir dos 18 anos.

A comparação com a mamografia não é de exame contra exame, é de indústria contra logística. O repasse da mamografia no SUS é de R$ 45 a R$ 70, mas o custo real não é esse. A mamografia não é o diagnóstico definitivo: ela é uma probabilidade. O diagnóstico é a biópsia, sempre. A cada mil mulheres rastreadas, 90 voltam para nova imagem, 16 vão à biópsia e 5 têm câncer, em três filas que somam 50 dias até o diagnóstico e 75 até o tratamento, mais de 150 no Norte e Nordeste. Levar essa indústria a 70% do Brasil exigiria 2 mil mamógrafos e até 2.400 radiologistas que levam nove anos para formar. O mesmo alcance com o Rosalind exige 175 máquinas e nenhum especialista novo, porque a rede de coleta já existe: são 40 mil UBS.

A conta fecha para quem paga. Tratar um câncer em estágio I custa R$ 74 mil ao SUS; em estágio IV, R$ 381 mil, para 30% de sobrevida. Garantir o remédio para quem chega tarde custa R$ 1,3 milhão por vida salva no SUS e R$ 5 milhões no privado. Rastrear com o Rosalind a R$ 535 por exame custa menos do que o tratamento tardio que evita: no cenário de São Paulo, R$ 401 milhões por ano de rastreio contra R$ 550 milhões de tratamento evitado no mesmo ano. Contando só a economia do SUS, o custo líquido fica em R$ 18 mil por ano de vida ganho, abaixo da régua de R$ 40 mil da CONITEC. Ficar como está custa ao país R$ 6,3 bilhões por ano entre tratamento tardio e Previdência, 10 mil mamas perdidas e 8 mil mortes evitáveis.

E começa pequeno. Uma rodada de R$ 10,5 milhões, 10% da empresa a R$ 94 milhões pre-money, cobre o estado de São Paulo inteiro na cobertura que o SUS pratica hoje: EBITDA positivo no ano 1, caixa positivo no ano 3, 648 mortes evitadas por ano. O cheque quase não muda quando o plano cresce, porque a receita de cada ano compra as máquinas e os estados do ano seguinte: Sudeste, Sul e DF com R$ 11 milhões; o Brasil inteiro com R$ 11,2 milhões, 35 máquinas, 2,4 milhões de exames e 2 mil mortes evitadas por ano, chegando a R$ 1,8 bilhão de receita e R$ 273 milhões de EBITDA no ano 10. No rastreio universal, são 18 a 26 mil mortes evitadas por ano, o degrau inteiro do Brasil, com R$ 192 milhões de capex total, menos do que o INSS gasta em dois meses com auxílio-doença por câncer de mama. Fora do Brasil, 1 bilhão de mulheres na mesma situação, atendidas por licenciamento.

Para o investidor, salvar meio milhão de mulheres também é um ótimo negócio: no cenário Brasil, os 10% comprados hoje por R$ 10,5 milhões, diluídos para 9% numa Série A a 3× no ano 1, valem R$ 134 milhões no ano 5 e R$ 198 milhões no ano 10, mais R$ 59 milhões em dividendos a partir do ano 4. São 24 vezes o capital em dez anos, 38% ao ano, num negócio que se paga em três anos e distribui a partir do quarto. A tecnologia já existe, a rede de coleta já existe, o primeiro exame já foi vendido. O que falta é escala. Rastrear é um direito; o Rosalind é a logística que o torna possível.

670 mil mulheres morrem todos os anos porque o câncer as encontra antes de elas encontrarem o câncer.

Com o RosalindTest, podemos mudar isso.

Vamos salvá-las. Começando pelo Brasil.

670 milmortes por ano no mundo. 2,3 milhões de casos. Em 2050, serão 1,1 milhão de mortes se nada mudar.
21 milmortes por ano no Brasil. 4 em cada 10 diagnósticos chegam em estágio III ou IV.
R$ 10 mié o que custa começar: o estado de São Paulo inteiro, na cobertura que o SUS tem hoje. O resto a própria operação paga.

Rastrear é um direito. A tecnologia já existe. O que falta é escala.

Um exame de sangue, coletado onde a mulher está: no posto de saúde, na empresa, em casa, num barco na Amazônia. A amostra viaja em temperatura ambiente; a máquina faz 8 mil exames por mês; o resultado chega antes do sintoma.

02 · É possível. E começa pequeno.

Com uma rodada de R$ 10 a 12 milhões, a operação paga a própria expansão. O tamanho do plano muda; o cheque inicial, quase não.

Na cobertura que o SUS já pratica (11% das mulheres por ano, o equivalente à mamografia bienal em 22%), o rastreio gera caixa desde o primeiro ano: a receita de cada ano compra as máquinas e os estados do ano seguinte. O capital externo cobre só o pico de caixa inicial. Clique em cada degrau.

Números do Rosalind Expansion Planner, cenário a R$ 535 por exame, faixa 42–69, com a taxa real de detecção do rastreio do SUS (5,4 cânceres por mil), 40% de casos que chegariam tardios e 40 pontos de ganho de sobrevida. Mortes evitadas é a métrica mais conservadora: cada uma delas vem acompanhada de 6 cânceres encontrados a tempo, de mamas preservadas e de meses de trabalho devolvidos.

A conta do propósito · se toda mulher tivesse direito ao rastreio

Brasil · rastreio universal

28,7 mi34,7 mi de 40 a 74
29 mium por mulher por ano
415de 8 mil exames/mês, em 26 laboratórios
R$ 192 mimáquinas e laboratórios
116 milno ano 5, subindo com a população
18–26 milo degrau inteiro das 21 mil

Para comparar: hoje o SUS faz 4 milhões de mamografias por ano com mamógrafos concentrados nas capitais, e gasta R$ 102 milhões por mês só em auxílio-doença por câncer de mama (INSS, 2025).

Mundo · rastreio universal

1,02 bifora do Brasil
1 bia cada 1.157, uma morte evitada
~12.700operadas por licenciados, país a país
670 mil1,1 milhão em 2050 se nada mudar

O caminho é o mesmo do Brasil: operação própria onde provamos o modelo, licenciamento com royalties onde outros operam melhor. Em 10 anos, com o rastreio universal em um punhado de países grandes, a conta passa de centenas de milhares de mortes evitadas por ano.

Em dez anos, o que separa 21 mil mortes de 2 mil não é ciência nova. É cobertura.

03 · O que é o Rosalind

Um exame de sangue para rastrear câncer de mama. Simples de coletar, feito para escalar.

1ColetaEm qualquer lugar: UBS, laboratório, empresa, casa, unidade móvel, barco. Sem equipamento especial no ponto.
2TransporteEm temperatura ambiente. A amostra viaja; a mulher não precisa.
3Processamento8 mil exames/mês por máquina em 50 m²; 25 a 30 mil com equipamentos maiores (+50% de investimento). Um laboratório central em SP atende o país.
4ResultadoAntes do sintoma, para qualquer mulher a partir dos 18 anos. O plano começa aos 42 por volume, não por limite do exame.
5ConfirmaçãoO positivo segue para imagem e biópsia, já com prioridade, como em qualquer rastreio.

O que muda para a mulher

  • Sem dor, sem compressão, sem radiação.
  • Sem fila de mamógrafo nem viagem até a capital.
  • Sem meses de espera entre o exame e a resposta.
  • Sem o limite de idade da mamografia: cobre a faixa abaixo dos 50 que o SUS não rastreia e onde a mamografia perde sensibilidade.

O potencial

Hoje, 34,7 milhões de brasileiras de 40 a 74 anos deveriam fazer rastreio regularmente; o SUS faz 4 milhões de mamografias por ano. Essa lacuna de 30 milhões de mulheres por ano é o mercado do Rosalind no Brasil, e ele existe porque a mamografia exige o que o país não tem distribuído: mamógrafos, radiologistas e estradas. No mundo, são mais de 1 bilhão de mulheres na mesma situação.

Por que Rosalind

Rosalind Franklin fotografou a estrutura do DNA em 1952. Morreu de câncer aos 37, em 1958, sem o reconhecimento que a descoberta deu a outros.

Dar o nome dela a um exame que usa o que o sangue carrega para encontrar o câncer antes do sintoma é uma reparação histórica — e um compromisso: ciência feita para chegar a quem precisa, com crédito a quem a fez.

LiqSci · São PauloTecnologia licenciada da FMABCPublicado na Nature Scientific ReportsPrimeira comercialização já realizada

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04 · Mamografia × RosalindTest

O repasse do SUS pela mamografia vai de R$ 45 a R$ 70. Mas o custo do diagnóstico é outro. Porque a mamografia não é o diagnóstico.

Passe o mouse ou toque numa linha para destacá-la.

MamografiaRosalindTest
Onde acontece✗ Onde há mamógrafo: 77% dos municípios não têm. A mulher viaja✓ Onde a mulher está: UBS, empresa, casa, barco. A amostra viaja
Equipamento no ponto✗ Mamógrafo (R$ 400 mil a R$ 1,5 mi), sala blindada, técnico em radiologia✓ Um tubo de coleta
Quem interpreta✗ Radiologista, laudo por laudo; 9 anos para formar um✓ A máquina; resultado padronizado
Capacidade✗ 400–650 exames/mês por aparelho, um turno de técnico e radiologista por vez✓ 8.000/mês por máquina na automação mínima de hoje (50 m²); com equipamentos maiores e ~50% a mais de investimento, 25 a 30 mil/mês (12 a 75×)
O que o exame diz✗ Uma probabilidade (BI-RADS), não um diagnóstico. Diagnóstico é biópsia, sempre: 9% das rastreadas voltam para nova imagem, 1,6% vão à biópsia, e 7 em cada 10 biópsias BI-RADS 4 dão benigno✓ Um sinal molecular no sangue, com 90,7% de sensibilidade e 96,5% de especificidade. Também confirma por biópsia, mas filtra antes: ~35 falsos positivos por mil, não 90 reconvocadas
Radiação✗ Raios X, ~0,4 mSv; ~125 cânceres induzidos e 16 mortes por 100 mil rastreadas anualmente (Miglioretti 2016)✓ Nenhuma
Dor e compressão✗ Sim; motivo de abandono✓ Uma coleta de sangue
Mulheres jovens e mamas densas✗ Em mama densa (a da mulher jovem) o tumor some no raio X. Por isso o SUS só rastreia de 50 a 69, bienal. Abaixo de 50 a mulher está desatendida: 44% dos casos aparecem antes dessa idade e são descobertos pelo toque, tarde✓ Não depende de densidade nem de idade: serve a qualquer mulher a partir dos 18 anos. O plano começa aos 42 por volume, não por limite do exame
Cobertura hoje✗ 22–26% (50–69, bienal) no SUS; meta 70% nunca alcançada✓ Sem gargalo físico: escala por máquina, não por cidade
O que se paga✗ R$ 45 a R$ 70 de repasse do SUS, abaixo do custo: por isso o aparelho fica ocioso e a fila cresce. No particular, R$ 130 a R$ 300 em São Paulo (até 50% a mais com tomossíntese); o mamógrafo de R$ 2 milhões do hospital de ponta não sai por R$ 45✓ R$ 535, preço cheio, o mesmo para SUS, empresa e particular. A conta fecha no tratamento evitado
O custo real de chegar ao diagnóstico✗ A cada 1.000 rastreadas: 1.000 mamografias + 90 reconvocações (nova mamografia, ultrassom) + 16 biópsias, para 5 cânceres: ~R$ 25 mil por câncer encontrado, em três filas. No particular, só a biópsia passa de R$ 1.500. Fora a viagem e os dias de trabalho da mulher✓ ~R$ 99 mil brutos por câncer encontrado, e negativo líquido do tratamento evitado. Uma fila só: a mulher positiva entra na imagem e na biópsia com prioridade, e a coleta não exigiu viagem nem aparelho

O caminho até o diagnóstico

Mamografia no SUS · três filas

  1. Fila 1 · conseguir vaga no mamógrafo: 77% dos municípios não têm; a mulher viaja e perde o dia
  2. Fila 2 · 9% voltam para nova mamografia ou ultrassom (BI-RADS 0); meses entre etapas
  3. Fila 3 · 1,6% vão à biópsia; o anatomopatológico é o diagnóstico. ~50 dias até o diagnóstico, ~75 até o tratamento; mais de 150 no Norte e Nordeste. A lei prevê 30 e 60

RosalindTest · uma fila

  1. Coleta · onde a mulher está, sem aparelho, sem viagem
  2. Resultado · dias depois; 96,5% de especificidade filtra antes da imagem
  3. Positivo · entra na imagem e na biópsia com prioridade: o diagnóstico continua sendo a biópsia, mas quem chega a ela é quem precisa

Não é um exame contra outro. É uma indústria do século XX contra uma logística do século XXI.

05 · A contabilidade da obsolescência

Quanto custa insistir na mamografia para o Brasil inteiro. E quanto custa não insistir em nada.

Levar a mamografia a 70% do Brasil

34,7 mi mulheres de 40–74, 70% a cada 2 anos = 12,1 mi mamografias por ano

~2.000a 500/mês; R$ 2 bi de equipamento e salas, no interior e no Norte
1.200 a 2.4009 anos para formar cada um; o país tem ~16 mil, concentrados no Sudeste
R$ 1,6 bi / anoa R$ 136 por mulher, sem contar a viagem dela
não vê 44%dos casos: os que aparecem antes dos 50

O prejuízo de ficar como está · por ano

31 mil mulheres por ano diagnosticadas em estágio III/IV que poderiam ser I/II

R$ 5,0 biSUS R$ 3,1 bi + planos R$ 1,9 bi (JBES/SIGTAP)
R$ 1,3 biauxílios e aposentadorias por câncer de mama (INSS 2025)
~10 milmastectomias que a cirurgia conservadora evitaria
~8 mila diferença de sobrevida entre achar cedo e achar tarde

O saldo com o RosalindTest

12,1 mi exames por ano, de 42 a 74, onde a mulher está: ~175 máquinas, 0 especialistas a formar, 4 a 6 anos por ondas

R$ 6,5 bia R$ 535. A R$ 399, preço pretendido para o SUS a partir do ano 5, R$ 4,8 bi
R$ 8,9 bide tratamento tardio e afastamentos (SUS + planos), mais R$ 1,3 bi de Previdência
+ R$ 2,4 bia R$ 535; + R$ 4,1 bi a R$ 399. E ~8 mil mortes e ~10 mil mamas a menos
se paga9,1 mi exames = R$ 3,6 bi; evita R$ 3,3 bi de tratamento + ~R$ 1 bi de Previdência: + R$ 0,7 bi e ~6 mil mortes a menos

A somatória

Quanto custa, hoje, a vida de uma mulherMamografia como estáRastreio universal com Rosalind
Por câncer encontrado (custo real do caminho)R$ 25 milR$ 99 mil brutos · negativo líquido do tratamento evitado
Por vida salva, tratando quem chega tardeR$ 1,3 mi (SUS) · R$ 5,1 mi (privado)se paga
Por ano de vida ganho, líquido—R$ 18 mil (só SUS) · abaixo do limiar de R$ 40 mil
Prejuízo anual de ficar como estáR$ 6,3 bi + ~8 mil mortes + ~10 mil mamaso prejuízo vira o orçamento do rastreio

Mamografia: 2.000 aparelhos × ~R$ 1 mi instalado; 136 R$/mulher = SIGTAP + complementos + investigação (CISAMREC 2024, SISCAN). Saldo: 12,1 mi exames × preço, contra 12,1 mi × 5,4‰ × 40% × R$ 339 mil de economia média por diagnóstico antecipado (tratamento SUS + planos e afastamentos). Só o SUS: 75% dos exames, R$ 166 mil de diferença de custo por caso antecipado no SUS, Previdência proporcional. Prejuízo: 78.610 casos × 40% tardios × diferença de custo III/IV − I/II (SUS R$ 166 mil; privado por multiplicador); Previdência INSS 2025; mastectomias e mortes pelo modelo de distribuição por estágio. Rosalind: 12,1 mi × 5,4‰ × 40% × R$ 339 mil de economia média por diagnóstico antecipado (SUS + privado). Todas as premissas abertas no Expansion Planner.

06 · A conta fria

Achar cedo custa menos para o Estado, para o plano de saúde e para a mulher.

R$ 74 milpor paciente, 3 anos, SUS (JBES/SIGTAP)
R$ 381 mil5× o estágio I, para 30% de sobrevida
R$ 1,3 miSUS; ~R$ 5 mi no privado
R$ 1,3 bi / ano51.812 auxílios e 4.015 aposentadorias por câncer de mama (INSS 2025)

No cenário de São Paulo, o pagador gasta R$ 401 milhões por ano com o rastreio e deixa de gastar R$ 550 milhões em tratamento tardio no mesmo ano: o rastreio se paga. Contando só a economia do SUS, o custo líquido fica em R$ 18 mil por ano de vida ganho, abaixo da régua de R$ 40 mil que a CONITEC usa para incorporar tecnologias. Em qualquer cenário do plano, por exame vendido a R$ 535, a sociedade economiza mais de R$ 800.

CaminhoCusto por pacienteChance de sobreviverCusto por vida salva
Rastrear com Rosalind e tratar cedo (líquido da economia)se paga98%se paga
Tratar quando chega tarde · SUS (estágio IV)R$ 381 mil30%R$ 1,3 mi
Tratar quando chega tarde · privado (estágio IV)R$ 1,5 mi30%R$ 5,1 mi
Tratar cedo · SUS (estágio I)R$ 74 mil98%R$ 75 mil

Garantir o remédio para quem chega tarde é o caminho mais caro e o que menos salva. O rastreio é o que faz a mulher chegar cedo.

07 · A marca e a missão

Se tratássemos o rastreio como tratamos uma cerveja, um batom ou um shampoo, não teria mulher morrendo.

Rastreio de câncer de mama nunca teve marca. Teve campanha de outubro. O Rosalind nasce para ser a marca que torna o rastreio um hábito de consumo, e não um evento de saúde pública.

O que o marketing de bens de consumo sabe fazer, e a saúde pública não: criar desejo, repetição e orgulho de pertencer. Um perfume é lembrado todo dia; um exame, uma vez por ano, se tanto. A missão é colocar o Rosalind onde a mulher já está, todos os dias, com as marcas que ela já escolhe.

Três objetivos

  • Mulheres: aumentar o conhecimento e o desejo de pedir o exame.
  • Médicos: conquistar a confiança para prescrever o RosalindTest.
  • Marcas: atrair parceiras para apoiar ou financiar o projeto, com patrocínio ou investimento.

Uma missão entre todos

  • Investidor: entra a R$ 94 mi, financia o primeiro estado e vê a empresa se pagar antes de precisar de outra rodada.
  • Ciência: cada exame alimenta a base que melhora o próximo.
  • Empresas e planos: rastrear as funcionárias custa menos que tratar uma delas tarde; o exame vira benefício e a marca vira orgulho.
  • Governos: cobertura onde o mamógrafo nunca chegou, com a rede de coleta que já existe.
  • Mulheres: um tubo de sangue por ano, onde estiverem.

A maior competição do mundo

Se a Rosalind virar a Coca-Cola do rastreio, que venha a Pepsi. Aqui, competir é salvar mais.

Marcas competem por atenção; esta competiria por cobertura. Quem rastrear mais mulheres, ganha. É a única corrida em que o segundo lugar também salva vidas.

Por isso a marca precisa de parceiras de consumo diário: absorvente, tênis, aplicativo de mobilidade, futebol. Não como patrocínio de outubro, mas como canal permanente de rastreio.

08 · Campanhas · collabs com marcas (conceitos, FutureBrand · out/26)

Quatro portas de entrada para o rastreio no dia a dia da mulher.

Exame Admissional 2.0
Rosalind + NikeExame Admissional 2.0Todo contratado faz um exame admissional que não diz nada a ele. E se a maior patrocinadora de atletas mulheres do mundo incluísse o Rosalind na admissão, e estendesse a quem já tem contrato? A admissão vira detecção precoce. Modelo replicável por qualquer empregador.
Petição pela Vida das Mulheres
Rosalind + marca de absorventePetição pela Vida das MulheresA mulher confia no próprio sangue: ele avisa gravidez, humor, saúde. 20 a 30 trocas por ciclo, 2 a 5 minutos cada. O absorvente vira mídia: cada troca lembra que o sangue pode falar sobre câncer de mama, e convoca a assinar a petição pelo exame. Evolução: uma vez por ano, a embalagem traz o direito ao exame; colecionável, anual, um ritual.
A Convocação de milhões
Rosalind + Nike + CBFA Convocação de milhõesHackear um dos maiores picos de audiência da Copa: a convocação da seleção feminina. Antecipada de maio para março de 2027, o mês das mulheres, o técnico convoca não as jogadoras, mas todas as brasileiras a pedirem o exame pelo site oficial. Milhões de inscritas pressionam médicos, laboratórios e marcas.
Levando mais mulheres até a detecção precoce
Rosalind + 99Levando mais mulheres até a detecção precoce77% dos municípios brasileiros não têm mamógrafo; 50% não têm estrutura para exame de laboratório. O app presente em 80% dos municípios leva e traz, de graça, as mulheres das cidades sem estrutura até a coleta mais próxima. A logística do rastreio vira benefício de marca.

Sugestão de calendário: antes da Copa do Mundo feminina (2027), período de maior investimento de marketing das marcas. As marcas citadas são conceitos de collab, não parcerias firmadas. Dados usados nas campanhas: 57 mulheres morrem por dia de câncer de mama no Brasil; 95% de chance de cura quando diagnosticado precocemente; +14% de diagnósticos em mulheres com menos de 40 anos (2009–2020).

09 · Economics · a conta do investidor

Salvar meio milhão de mulheres também é um ótimo negócio. Quem entra com R$ 10,5 milhões hoje compra 10% de uma empresa que, em dez anos, vale vinte vezes mais.

Mexa nas premissas. Tudo recalcula na hora.

R$ 10,5 mi
3× · vende mais 10%0 = sem Série A
8×
40%

A empresa

Receita (barras), EBITDA e valuation por ano. Valuation = EBITDA × múltiplo, ou a última rodada, o que for maior.

O investidor-semente

Valor da fatia, dividendos do ano (barras) e acumulados. A distribuição começa quando o caixa já é positivo e as máquinas estão pagas.

AnoReceitaEBITDAValuationFatiaValeDividendoAcumuladoMúltiplo

A diluição, sem rodeios

Quando o dinheiro volta

    Para o investidor, o Rosalind é um negócio que se paga em três anos e distribui a partir do quarto. Para milhares de mulheres por ano, é a diferença entre achar cedo e achar tarde.

    Premissas: cenários do Rosalind Expansion Planner (R$ 535 por exame, 42–69 anos, 11% de cobertura, 8 mil exames/mês por máquina); pre-money R$ 94 mi; Série A de 10% no ano 1 ao múltiplo escolhido sobre o post-money da semente; sem novas diluições depois; receita global de licenciamento não incluída. Modelo gerencial, não projeção auditada.

    10 · Premissas e fontes

    Tudo que sustenta as seções anteriores.

    DadoValorFonte
    Casos e mortes por ano · mundo2,3 mi / 670 mil; 1,1 mi de mortes em 2050IARC/GLOBOCAN 2022, press release 361 (2025)
    Casos e mortes por ano · Brasil78.610 (2026–28) / 20.993 (2024)INCA; Ministério da Saúde (preliminar)
    Estágio ao diagnóstico~40% III/IV no SUS; 18,5% em estágio I no SUS vs 40,6% no privadoINCA; parecer CBR/SBM/FEBRASGO/FEMAMA à ANS, 2025
    Casos antes dos 50 anos~44% (12% antes dos 40; 32% de 40–49); 22% das mortes antes dos 50Amazona I, citado no parecer acima
    Cobertura da mamografia22–26% no SUS (50–69, bienal); 58% no privado; meta 70%INCA 2024; deck LiqSci; MS
    Rastreio do SUS · desempenho5,4 cânceres por mil rastreadas; 9% reconvocadas; 1,6% biópsiasSISCAN 2018-19 (50–69 anos)
    Mamografias no SUS4,4 mi em 2024 (4,0 mi de rastreio)INCA, Dados e Números 2025
    Tabela SUSMamografia de rastreio R$ 45; USG R$ 24,20; PAAF R$ 66,48; anatomopatológico R$ 45,83; complementos até R$ 100 (mamografia) e R$ 450 (biópsia guiada)SIGTAP 10/2026; CISAMREC/SC 2024; Curitiba 2024
    Mamografia · preço particularR$ 130 a R$ 300 em São Paulo capital; R$ 80 a R$ 300 no país; tomossíntese até 50% a mais; hospitais de ponta sob orçamentoLevantamento Hapvida/tabelaplanos 2026; Eigier Diagnósticos; Sírio-Libanês (tabela pública só de cirurgias)
    Biópsia e ultrassom · particularCore biopsy guiada por ultrassom a partir de R$ 1.563; ultrassom de mamas R$ 107CDB Diagnósticos, São Paulo, out/2026
    Tempo até o diagnóstico e o tratamento · SUS~50 dias até o diagnóstico, ~75 até o tratamento; mais de 150 no Norte e Nordeste; a lei prevê 30 e 60Movimento TJCC / g1, 2025; Lei 14.758/2023 (PNPCC)
    Biópsias BI-RADS 4 benignas~70%ACR BI-RADS (VPP de 2 a 95% na categoria 4); imprensa, out/2026
    Rosalind · acuráciaSensibilidade 90,65%; especificidade 96,47%; ~2.000 mulheres na coorteValidação clínica FMABC / LiqSci; Scientific Reports (Nature), 2021
    Custo de tratamento por estágio · SUS, 3 anosI R$ 73,7 mil · II R$ 144,3 mil · III R$ 169,4 mil · IV R$ 380,8 milJBES (tabela SIGTAP); Observatório de Oncologia 2024
    Radiação da mamografia~0,4 mSv/exame; ~125 cânceres induzidos e 16 mortes por 100 mil mulheres em rastreio anual 40–74Miglioretti et al., Annals of Internal Medicine, 2016
    Previdência · câncer de mama, 202551.812 auxílios temporários (R$ 102 mi/mês); 4.015 aposentadorias (R$ 82 mi/ano)INSS/Dataprev (referência a citar)
    Campanhas · dados57 mortes/dia; 95% de cura precoce; +14% diagnósticos <40 anos (2009–2020); 77% dos municípios sem mamógrafo; 50% sem laboratórioDeck de ideias FutureBrand × RosalindTest, out/26
    Capacidade de um mamógrafo400 a 650 exames/mês (~6 mil/ano)parâmetro assistencial do MS; estimativa LiqSci
    Limiar de custo-efetividadeR$ 40 mil por ano de vida ajustadoCONITEC, 2022
    Rosalind · preço, custo, capacidadeR$ 535 baseline; custo direto R$ 210; 8 mil exames/mês por máquina (automação atual, 50 m²), 25–30 mil com equipamentos maiores (+50% de capex); capex ~R$ 400 milModelo Financeiro RosalindTest 36M v1.1; LiqSci
    População28,7 mi mulheres de 42–69; 34,7 mi de 40–74; ~1 bi de 42–69 fora do BrasilIBGE Censo 2022 (aprox.); UN WPP

    Projeções do Rosalind Expansion Planner (LiqSci · Sthorm): modelo gerencial para planejamento, não substitui projeções auditadas. Mortes evitadas = exames × 0,54% × 40% × 40%; cada morte evitada vem com ~6 cânceres encontrados a tempo e ~2,5 diagnósticos antecipados.